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FAMÍLIAS, busquem o discernimento de Deus

Entre gerações

Carlos “Catito” e Dagmar Grzybowski


Há um tempo na vida familiar em que as atenções e cuidados estão voltados para a criação dos filhos. Preocupamo-nos em passar a eles os valores importantes que os equiparão para enfrentar a vida. Acreditamos que a fase mais conturbada é a adolescência, pois é exatamente nessa etapa que os filhos põem em xeque a consistência dos valores a eles transmitidos.

Quando percebem que há uma incoerência, em geral rebelam-se. Porém, quando questionam os valores e percebem que eles são consistentes com o estilo de vida dos pais e que geram uma harmonia relacional -- e, por conseguinte, uma vida tranquila --, os adotam para si.

Logo, a maior preocupação dos pais nessa etapa da vida deve ser a coerência do discurso com a prática de vida. Por exemplo: se os pais afirmam que o casamento é um valor “muito” importante, todavia vivem em constante beligerância, os filhos adolescentes não acreditarão no valor do casamento e consequentemente procurarão uma vida de relacionamentos superficiais e descartáveis.

Quando o casal consegue liberar os filhos para uma vida adulta e passa a relacionar-se com eles como pares, respeitando a individualidade de adultos deles, pode gozar de um período de relativa tranquilidade familiar. Entretanto, essa tranquilidade muitas vezes é rompida com as necessidades naturais da entrada dos avós (pais do casal) na terceira idade.

Hoje a idade média da população mundial tem aumentado e trazido no seu rastro uma parte significativa da população que começa a mostrar sinais de envelhecimento depois dos 80 anos. São pessoas que já desfrutam da aposentadoria há algum tempo e que têm poucas oportunidades de ocupação criativa de tempo livre.

Com isso, podem buscar atividades para a ocupação desse tempo que não sejam mais compatíveis com a qualidade de saúde pertinente à idade. É comum então que sofram pequenos acidentes domésticos tentando levantar pesos ou perdendo o equilíbrio em tarefas que antes eram fáceis e habituais, como subir em uma cadeira para apanhar algo em cima do guarda-roupa ou mover um pequeno balcão para fazer a limpeza da casa.

Então chega um momento de decisão difícil para a família: deixar o idoso (ou idosos) correndo o risco de sofrer acidentes domésticos ou mesmo enfrentando pequenas enfermidades (artroses, tendinites, isquemias, escleroses) -- que são “limitantes”, mas não “incapacitantes” --, ou intervir na autonomia deles e tomar decisões por eles para salvaguardá-los de algo pior?

Tal decisão envolve múltiplos fatores a serem considerados e jamais pode ser tratada “no atacado”, ou seja, cada situação particular precisa ser avaliada e os melhores caminhos para a solução devem ser buscados. Em nosso país, colocar um idoso em um centro específico (Casa de Repouso, Ancionato etc.) é visto como sinônimo de abandono por parte da família -- o que é um grande equívoco. Pelo contrário, muitas vezes, pode ser sinal de cuidado e proteção.

Em Efésios 6.1-3, o apóstolo Paulo conclama os cristãos para honrarem seus pais, sendo o cuidado para com o idoso uma das principais formas de expressão desta honra.

Claro, em famílias em que há condições estruturais para que o idoso seja cuidado no meio de seus entes queridos, esta é a opção mais adequada. Contudo, nem sempre a família dispõe de tal estrutura, como no caso daquelas em que os filhos têm moradas muito pequenas e teriam de desalojar um dos membros para inserir o idoso naquele contexto ou em famílias em que todos trabalham e não há ninguém que possa acompanhar o idoso. Neste último caso, manter o idoso em casa seria uma forma de abandono e não de cuidado.

Para as famílias que estão passando por essa etapa do seu ciclo vital, a sugestão é que dialoguem bastante, sem ideias preconcebidas, e juntos busquem em oração o discernimento de Deus para a promoção de harmonia e paz com justiça!

por • Carlos “Catito” e Dagmar são casados, ambos psicólogos e terapeutas de casais e de família.


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