Quando o cristão se sente bem-aventurado

Ao começar o Seu Sermão do Monte, Jesus introduz conceitos muito estranhos à ética dominante em Seu tempo. Um deles afirma: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos” (Mateus 5:6).

Vivemos em um mundo de injustiças, exatamente igual ao mundo em que Jesus viveu. Ele sabia disso. O Mestre viveu na própria carne as injustiças dos ricos e poderosos. Portanto, não deve ter sido por acaso que Ele deu importância aos pobres, aos oprimidos, aos discriminados. A grande crítica de Jesus à injustiça deste mundo tem sido o demonstrar amor e fazer a recuperação das pessoas que, sem nenhum merecimento, aceitam submeter-se ao senhorio do Pai e do Filho.

Muitos de nós, discípulos de Jesus, revoltamo-nos contra as injustiças que sofremos. As que mais nos machucam têm a ver com a prosperidade dos ímpios, que não levam a sério uma vida com Cristo. Afinal de contas, por que os bons crentes não podem ser agraciados com bens materiais? Quando fazemos esta pergunta à Bíblia encontramos várias explicações razoáveis. Até agora, entretanto, nunca tivemos uma resposta unanimemente aceita. O que quase sempre descobrimos é que, quando um cristão consegue vivenciar as implicações práticas do amor de Deus, a partir de então sua fome e sede de justiça começa a ser plenamente satisfeita. E ele se sente bem-aventurado.
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autoria: Pr. Olavo Feijó
do texto "Alimentados De Justiça"

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