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terça-feira, 30 de junho de 2015

A Dívida do Amor Recíproco


por Pr.Olavo Feijó
Romanos 13:8 - A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. 

À primeira vista, parece que o texto bíblico misturou as coisas. Afinal, qual a relação entre dívida financeira e ajuda mútua? Paulo, entranto, é enfático, quando escreve: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor recíproco...” (Romanos 13:8).

A história das civilizações ensina claramente uma coisa: comunidades que não praticaram ajuda mútua se autodestruíram. O endividamento material dos membros de uma sociedade produz a insolvência e abre as portas para várias formas de desestruturação quando todos querem possuir e quase ninguém pensa em honrar compromissos, os contratos sociais perdem seu poder agregador. Consumismo sem poupança é receita certa para a recessão.

Por que a Bíblia descreve o “amor recíproco” como um mandamento, como uma “dívida”? Porque a natureza essencial do amor é a postura da doação. Em mais de um contexto Cristo Jesus associa a atividade de amar com o cumprimento dos desígnios divinos. “Se Me amardes, obedecereis os meus mandamentos”. “E o Meu mandamento é que vos ameis uns aos outros”... “como Eu vos amei.”. 

O amor recíproco garante a estabilidade das comunidades, tanto quanto o egocentrismo garante a dissolução das instituições humanas. Dizer que o amor recíproco deve depender da “boa vontade” de cada indivíduo é quase tão grave quanto propor uma política financeira pública que dependa da veneta dos contribuintes. Amar é a grande dívida que assumimos com o Senhor. Ele nos “amou quando éramos ainda pecadores”. Por isso, diz a Bíblia, “o amor de Cristo nos constrange” e deve sempre nos constranger a compartilhar com o próximo o instrumento divino que nos capacita a sermos “filhos de Deus”.




domingo, 28 de junho de 2015

Como entender a pregação silenciosa?

Não será preciso dizer nada porque ele verá como a conduta de vocês é honesta e respeitosa. (1Pe 3.1b-2)

Existe
jejum silencioso (sem foguetório), 
oração silenciosa (como a de Ana), 
choro silencioso (como o de Davi no Salmo 6) e 
pregação silenciosa. Esta é a mais estranha de todas porque é uma fala para ser dirigida não a Deus, mas a um ser humano.

Se na parábola das bodas, o pai do noivo enviou seus empregados por toda parte para convidar todas as pessoas que encontrassem para a festa de casamento, como entender a pregação silenciosa (Mt 22.2-14)? Se, na grande comissão, Jesus manda os discípulos irem por todo o mundo anunciando as boas novas da salvação em Cristo, como entender a pregação silenciosa? Se Jesus, em seu ministério terreno (Mt 11.15) e em suas cartas às sete igrejas da Ásia Menor (Ap 2.7) grita: “Se vocês têm ouvido para ouvir, então ouçam”, como entender a pregação silenciosa? Se em Corinto, o Senhor apareceu a Paulo numa visão ordenando-lhe que continuasse a falar e não se calasse (At 18.9), como entender a pregação silenciosa? Se Jesus disse que, caso os seus seguidores se calassem, até as pedras gritariam (Lc 19.40), como entender a pregação silenciosa?

Sem dúvida alguma, as mulheres que leram a carta de Pedro e que foram convocadas para a pregação silenciosa entenderam muito bem o que o apóstolo lhes dizia: “[Esposa,] se ele não crê na mensagem de Deus, seja levado a crer pela sua maneira de agir” (1Pe 3.1). Pedro completa: “Não será preciso dizer nada porque ele [em vez de ouvi-la] verá como a conduta de vocês é honesta e respeitosa”. O apóstolo não está mudando de tema. O assunto dele ainda é a santidade pessoal, o testemunho do cristão, em diferentes ambientes, tanto na igreja e na sociedade como em casa, no lar. A pregação silenciosa não é uma invenção de Pedro. Jesus já a havia preconizado quando nos chamou de 

   “sal da terra” e de “luz do mundo” (Mt 5.13-16).

Pregarei o evangelho o tempo todo. E, quando precisar, usarei palavras!



                    de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.



sábado, 27 de junho de 2015

O território da nação de Deus.

O Reino dos Céus na Terra
por Tommy Poarch

O reino de Deus na Terra é um reino celestial. O evangelho de Mateus usa a expressão “reino dos céus” mais de trinta vezes. Quase todas as vezes se refere ao reino que está próximo.“Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 3:2).

Jesus pregou a maravilhosa mensagem da chegada iminente do reino. “Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo” (Mateus 4:23). A palavra de Deus e a palavra do reino podem ser usadas indiferentemente. 
“A todos os que ouvem a palavra do reino e não a compreendem, vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho” (Mateus 13:19; veja Lucas 8:11). Os discípulos são guiados pela “doutrina dos apóstolos” (Atos 2:42), porque Deus lhes deu a obra de ordenar a vontade do céu sobre os cidadãos do reino na terra (veja Mateus 18:18). E por essa razão, Jesus disse aos seus discípulos: “Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio” (Lucas 22:29).

O domínio do Rei Jesus Cristo chegou às mentes e corações do povo de Deus durante o primeiro século. E lhes disse: “Em verdade vos afirmo que, dos que aqui se encontram, alguns há que, de maneira nenhuma, passarão pela morte até que vejam ter chegado com poder o reino de Deus” (Marcos 9:1). Homens e mulheres ouviram a mensagem do reino e se tornaram cidadãos do reino do Senhor. “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Colossenses 1:13).

O reino dos céus na terra não é um reino terrestre. Jesus disse: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (João 18:36). O que significa “não é deste mundo”? “Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós” (Lucas 17:20-21). “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14:17).

O que é o reino? Reino, basileia, significa monarquia, império, poder real, domínio. Portanto, o governo do céu chegou à terra. Mas o reino celestial não é como os reinos mundanos. O governo de Deus se dirige ao coração (espírito) do homem. Deus governa seu povo em seu Filho pela persuasão moral que é dada através de escritos sagrados, a Bíblia. Os cidadãos do reino são aqueles que renasceram. “A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus...Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (João 3:3,5). “Tendo purificado a vossa alma pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração uns aos outros ardentemente, pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (1 Pedro 1:22-23).

Os cidadãos do reino de Deus deixam que a palavra dele tenha domínio sobre suas vidas. Eles seguem a Bíblia e formam hoje, coletivamente, o território da nação de Deus. Assim, nesse sentido, eles são o território que Deus governa. Eles não têm autoridade, pois todo o governo e domínio pertencem a Cristo. “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28:18). Assim, quando se olha para a palavra reino, deve-se primeiro estar se lembrando do rei que governa.

A igreja forma o território do governo espiritual de Cristo. O que significa igreja? A assembléia de cristãos que foram libertados das trevas do pecado pelo sangue de Cristo. A igreja e o reino são intimamente ligados, mas não são palavras sinônimas. Reino destaca o governo do Rei. Igreja salienta o povo de Deus que está sob o governo de seu Senhor e Rei, Jesus Cristo.

(foto da internet/jj)

sexta-feira, 26 de junho de 2015

O Verdadeiro São João


por Dennis Downing
Eu moro no nordeste. Para muitas pessoas aqui, Junho é o mês de São João. Maria, a mãe do nosso Senhor Jesus Cristo e Isabel eram parentes (Lc 1:36). Segundo a tradição, elas combinaram para que, quando o filho de Isabel nascesse, esta ascenderia uma fogueira para avisar a Maria. Daí surgiu a tradição das fogueiras na véspera de São João. O filho que nasceu a Isabel foi aquele conhecido como João Batista.

Hoje, curiosamente, devido à proximidade do feriado de São João com o de Corpus Christi, muitos resolvem “trocar” o feriado de Corpus Christi pelo de São João. Ou seja, ao invés de separar um dia para comemorar Corpus Christi, uma data designada para lembrar a instituição da eucaristia, comemoram uma data mais festiva, a de São João.

Alguns podem alegar com toda razão que nenhuma das datas consta nas Escrituras e portanto não devem ser nem reconhecidas. Mas, outros respeitam e separam um tempo especial para estes dias. Talvez nem devíamos ligar. Ou talvez poderíamos aproveitar a oportunidade para lembrarmos a nós mesmos e aos nossos próximos que, por trás de feriados e datas e nomes de santos, haviam personagens verídicos, com histórias de grande importância para nós hoje. O que será que o próprio João Batista, o “São João”, teria pensado?

A missão de João foi prevista em profecia (Mt 3:3; Isa 40:3; Mal 3:1) e seu nascimento anunciado por um anjo (Lc 1:13-17). Ele era cheio do Espírito Santo desde antes que nasceu (Lc 1:15). Como adulto, João pregou com poder, sendo ouvido por multidões que se arrependeram e foram batizadas (Mc 1:4-5). O próprio Jesus pediu para ser batizado por João (Mt 3:13) e afirmou que “entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista” (Mt 11:11).

Apesar de tudo isso, João reconheceu que por maior e mais importante que sua missão fosse, ele seria ultrapassado por Jesus. Ao se comparar pessoalmente a Jesus, ele afirmou “Convém que ele cresça e que eu diminua.”

João falou assim de Jesus:
“Após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de, curvando-me, desatar-lhe as correias das sandálias.” Mc 1:7

Quando Jesus quis ser batizado por João, João respondeu: “Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” Mt 3:14

...viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! É este a favor de quem eu disse: após mim vem um varão que tem a primazia, porque já existia antes de mim.” João 1:29-30

“Convém que ele cresça e que eu diminua. Quem vem das alturas certamente está acima de todos; quem vem da terra é terreno e fala da terra; quem veio do céu está acima de todos” Joao 3:30-31

A profecia a respeito de João focalizou a coisa mais importante que ele seria e faria: “Voz do que clama no deserto”. João proclamou a vinda de Jesus. Ele anunciou a missão de Jesus. Ele não gastou seu tempo e energia falando de si ou de sua missão. Ele se concentrou naquele que era mais importante – Jesus. Alguém disse “João foi apenas uma voz, mas ainda podemos ouvir o som daquela voz ecoando pelos corredores dos séculos.”

O que aquela voz anunciou ainda precisa ser anunciado hoje. O mundo precisa ouvir ainda que Jesus é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo, que há uma esperança e que a morte não é o fim das nossas vidas.

Nos anos ’50 o famoso evangelista W.E. Sangster descobriu que tinha uma doença incurável, que causava atrofia muscular progressiva. Seus músculos iriam aos poucos atrofiar e ele perderia sua voz. Sangster se entregou ao máximo no seu trabalho de missões domésticas na Inglaterra.

Mas, aos poucos sua voz acabou por completo. Tremendo, ele ainda conseguia segurar uma caneta. Na manhã de seu último domingo de páscoa, poucas semanas antes de falecer, ele escreveu um recado para sua filha.

Na mensagem ele escreveu, "É terrível acordar no domingo de Páscoa sem voz para proclamar "Ele ressuscitou!". Porém, mais terrível ainda seria ter uma voz e não ter nada para proclamar."

Ao lembrarmos “São João” nesta época do ano, podemos não ter muita eloqüência ou posição de destaque. Podemos estar apenas num lugar humilde e com poucos recursos. Mas, a maioria de nós temos tudo que João tinha – o conhecimento de quem é Jesus e o que Ele fez por nós – e uma voz para anunciar. Que sejamos fiéis naquilo que o Senhor nos deu e aonde ele nos colocou, vozes proclamando a Jesus Cristo, ainda que no deserto.


Hermeneutica


terça-feira, 23 de junho de 2015

O amor é mais importante do que a verdade?


      por Gary Fisher
Nossa época é voltada para humanismo e tem se espalhado a idéia de que os relacionamentos são mais importantes do que a realidade, que o homem é mais importante do que Deus, e que o amor aos outros é mais importante do que a justiça. A verdade está se tornando um sentimento subjetivo; já não é mais um fato imutável e definido. Por isso, conclui-se que a verdade tem pouca importância; só precisamos amar os outros.

Mas se as palavras de Jesus têm valor, toda esta idéia é completamente falsa. Jesus disse que o primeiro grande mandamento é amar a Deus de todo o coração, alma, força e entendimento (Marcos 12:28-31). Amar aos outros é o segundo mandamento. Há muitos que invertam esta ordem. Se amamos a Deus, temos que amar o que ele diz (João 14:15; 15:14). Jesus perguntou: "Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?" (Lucas 6:46).


A verdade é da extrema importância em nossa relação com Deus. Temos que 
conhecer a verdade (João 8:32; 1 Timóteo 2:4); 
obedecer à verdade (1 Pedro 1:22); 
adorar em verdade (João 4:24); 
andar em verdade (2 João 4); 
armar-nos com a verdade (Efésios 6:14); e 
amar a verdade (2 Tessalonicenses 2:10). 

Aqueles que se desviam da verdade estão perdidos (Tiago 5:19); 
aqueles que não andam segundo a verdade têm que ser repreendidos (Gálatas 2:14); 
aqueles que mudam a verdade são detestados por Deus (Romanos 1:25); 
aqueles que não estão na verdade seguem seu pai, o Diabo (João 8:44).

Tornar o amor mais importante do que a verdade é tornar o homem mais importante do que Deus e fazer o segundo mandamento mais importante do que o primeiro. "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade" (João 17:17).



segunda-feira, 22 de junho de 2015

O PAPEL DAS ESTRELAS

Então [Deus] o levou [Abraão] fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar.

Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo
(Gênesis 15:5; Filipenses 2:15).


Saia de casa em uma noite estrelada e olhe para o céu: nosso grande Criador crivou a abóbada celeste com uma multidão de estrelas, que formam parte da luz que ele nos deu. Da mesma forma, Deus também colocou os cristãos nas trevas morais deste mundo para brilharem "no meio de uma geração corrompida e perversa".

Uma estrela é um objeto celestial, e este é o verdadeiro caráter dos crentes: eles nasceram de Deus e, portanto, pertencem ao povo celestial (1 Coríntios 15:40-48). Portanto, convidam as pessoas a olharem para cima e lembrar que há um Deus sábio e todo-poderoso, infinito como o universo, um Deus de quem receberam a vida, e diante de quem um dia terão de prestar contas.

Desde a antiguidade, uma estrela é um guia para os que estão perdidos em seu caminho: ela serve como uma espécie de bússola. Pense na estrela que conduziu os magos do oriente até o menino Jesus. Os perdidos deste mundo necessitam de pontos de referência que lhes mostrem a direção correta para o Salvador.

A posição das estrelas no céu serve como relógio ou calendário. Elas sinalizam o período do ano e o da noite. Os crentes também têm a responsabilidade de lembrar as pessoas de que "a noite é passada, e o dia é chegado" (Romanos 13:12).

                                                        fonte 'Boa Semente 2015'




domingo, 21 de junho de 2015

Trabalho oferecido a Deus


Sou totalmente contra a ideia alojada na mente de algumas pessoas modernas de que as atividades culturais são espirituais e louváveis por si mesmas — como se os estudiosos e os poetas fossem intrinsecamente mais agradáveis a Deus do que os garis e os engraxates.

Acho que foi Matthew Arnold o primeiro a usar a palavra inglesa spiritual(espiritual) no sentido dado pelos alemães à palavra geistlich, inaugurando assim o erro mais perigoso e anticristão de todos. Vamos limpá-lo para sempre das nossas mentes.

A obra de um Beethoven e o trabalho de uma empregada doméstica tornam-se espirituais exatamente na medida em que são oferecidos a Deus, em que são feitos humildemente “como que para o Senhor”. Isso não quer dizer que será um mero lançar de dados que definirá se alguém deve varrer os quartos ou compor sinfonias. Um castor precisa cavar para a glória de Deus e um galo precisa cantar.

Nós somos membros de um corpo, mas membros diferenciados, cada um com a sua própria vocação.

fonte: Retirado de Um Ano com C. S. Lewis, Editora Ultimato.



quinta-feira, 18 de junho de 2015

A Alegria de Cumprir o Nosso Propósito


“Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca manifestará os teus louvores.” –Salmo 51:15

A intenção de Deus é que encontremos alegria em cumprir o propósito de nossa criação. Assim como há uma satisfatória sensação de correto quando uma boa ferramenta é utilizada pelo propósito certo, há uma verdadeira boa sensação quando conseguimos progredir em direção a um objetivo. Quando aquele objetivo é o motivo de nossa própria criação, sentimos algo que o Criador fez com a intenção de ser profundamente gratificante. Boas obras não são boas apenas porque são certas, mas porque contribuem ao cumprimento do nosso propósito.

Mas qual foi o propósito pelo qual fomos criados? Nossa resposta é que o nosso “fim principal” é “glorificar a Deus e gozar dele para sempre”.

Mas por que Deus fez criaturas com tais possibilidades? Não foi para que ele pudesse mostrar a sua bondade através de nós? Jesus ensinou “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”(Mateus 5:16). O propósito de nossa existência não é apenas tirarmos proveito da glorificação de Deus, e sim para sermos meios pelos quais Deus possa manifestar a sua majestade e bondade aos outros. Nossa oração mais elevada é: “Pai, glorifica o teu nome” (João 12:28). Literalmente tudo sobre nós, até a nossa morte, deve ser medido por esse padrão (Filipenses 1:20-21).

Pedro escreveu, “Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém” (1 Pedro 4:11). Quando vivemos dessa forma, a união de nosso propósito com nossos feitos produz a alegria.

Nesta vida, nossa alegria não pode ser perfeita, certamente. Enquanto o pecado fratura o nosso comprometimento aos propósitos de Deus, não gozaremos da totalidade que vem apenas de um compromisso perfeito. Mas se genuinamente buscarmos a Deus com confiança e obediência, encontraremos uma alegria que, apesar de ser incompleta agora, é do mesmo modo profunda e verdadeira.

Deus não te colocou neste mundo porque ele precisou de ti, ele te fez pelo propósito de trabalhar a sua bondade em ti. Ele te deu uma mente para conhecê-lo, uma memória para lembrar de seus favores , uma vontade para amá-lo, olhos para ver o que ele faz, e uma língua para cantar seus louvores. Esta é a razão por estares aqui. (Francis de Sales)

                                               –por Gary Henry




quarta-feira, 17 de junho de 2015

O Louvor

Depois que Davi expressou seu problema e orou, ele louvou a Deus por Sua bondade e pelas bênçãos passadas:

“No tocante a mim, confio na tua graça; regozije-se o meu coração na tua salvação. Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem” (Sl 13.4-5).

[...]

Quando nós, como Davi, estamos enfrentando o que parece ser um silêncio sem respostas de Deus – a chamada sem resposta à emergência, quando clamamos pelo Seu nome – devemos seguir o exemplo de Davi: derramar diante de Deus os detalhes do problema; orar, pedindo a Ele por uma resposta; e louvá-lO por quem Ele é, a despeito de como nos sentimos em meio às nossas circunstâncias.

Deus tem um propósito para todas as coisas, até para aquilo que parece ser o silêncio dEle. Todavia, Ele promete que nunca nos deixará, nem nunca nos abandonará (Hb 13.5). Clamar pelo nome do Senhor está apenas a uma chamada de emergência de distância. 

trecho do texto de: Paul Golden/Chamada.com.br
Paul Golden é diretor de admissões no Seminário Bíblico Batista em Clarks Summit, Pennsylvania/EUA.


terça-feira, 16 de junho de 2015

Tudo o que fazemos deve ter o propósito de mostrar Cristo.

"...para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" Romanos 12:2

A vontade de Deus é boa. Boa para Deus e boa para nós. A paz de Cristo confirma isto em nossos corações. Quando experimentamos essa vontade, cumprindo-a, nos sentimos equilibrados, harmônicos, de bem com a vida.

A vontade de Deus é agradável. Você não faz força, você sente prazer em fazer o que você esta fazendo. Pode ser algo simples, mas é prazeroso. Um grande missionário alemão na Indonésia foi morar na favela. Alguns disseram que ele era doido. Ele respondeu: "O único jeito de ganhar um favelado é morar com ele".

Quando você não está procurando posição, honra, aplauso ou fama, e quer servir a Deus, não se esqueça: a vontade do alto é boa e agradável, ainda que não pareça.

A vontade de Deus é perfeita. Ajusta-se às circunstâncias. Parece sapato sob medida, você põe e diz: "É meu". Chegar a conclusões do tipo: "O lugar parece perfeito", significa encontrar a vontade de Deus.

A grande dificuldade da maioria é não saber se o que estão fazendo é a vontade de Deus, e por não saberem isto, muitos querem impor a Deus as suas próprias vontades.

Há um teste simples que pode ser feito – o teste da visibilidade: Se há qualquer coisa, que você esteja fazendo e por meio dela está sobressaindo mais do que o nome de Cristo, não tenha dúvida: você está fora da vontade perfeita de Deus! João Batista sabia disso ao dizer: "Que ele cresça e eu diminua!" (João 3:30).

Tudo o que fazemos deve ter o propósito de mostrar Cristo. Que assim seja. Pensamento: A vontade de Deus é perfeita quando só Ele é visível em nossas realizações.

Oração: Ajuda-me, ó Pai, a discernir a tua vontade a cada dia de minha vida. Renova a minha mente pelo Teu Espírito. Em nome de Jesus, amém. Leitura: Atos 9:26-43 – Josué 5:2- 6:27 – Jó 23


do Devocional Bálsamo e Mel


segunda-feira, 15 de junho de 2015

As perdoadas de Jesus

Ao longo de sua caminhada, Jesus encontrou-se com três mulheres sem nome: 

a mulher samaritana, 
a mulher adúltera e 
a mulher pecadora. 

As três foram perdoadas por ele. As três ficaram muito agradecidas a ele.

A mulher samaritana não parava com marido algum. Jesus sabia que ela já tinha vivido com cinco companheiros e que o atual não era seu marido. Alguns minutos de conversa, a mulher descobriu que aquele estranho era o Salvador do mundo e bebeu da água viva que lhe fora oferecida (Jo 4.1-30).

A mulher adúltera passou o vexame de ser apanhada em adultério e foi trazida à presença de Jesus. Acusadores queriam que o Senhor autorizasse o apedrejamento dela, mas isso não aconteceu. Jesus a perdoou e pediu que ela não pecasse outras vezes (Jo 8.1-11).

A mulher pecadora, por ter sido perdoada por Jesus numa ocasião anterior, muito emocionada, irrompeu na casa de Simão, o fariseu, e lavou os pés de Jesus com suas lágrimas, enxugou-os com seus cabelos e os ungiu com óleo (Lc 7.36-50).

                               de: "Os agradecidos" em  Ultimato ed 324




sexta-feira, 12 de junho de 2015

A União Faz a Relação

Mateus 12:25 - Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá.

Ao ser acusado de expulsar demônios em nome de Satanás, Jesus responde com uma lógica simples: se o Diabo expulsa demônios ele está enfraquecendo a si mesmo. Aí, Jesus acrescenta: “Uma casa, dividida contra si mesma, não pode subsistir” (Mateus 12:25). 

A lógica, de fato, é simples. Casais que vivem brigando entre si, não conseguem subsistir. Não conseguem união suficiente para construir bons relacionamentos, para construir um lar.

Afinidades nos relacionamentos humanos são construídas na base da união, na base da procura por sentimentos comuns, na base dos valores compartilhados. Se eu cultivo divisão no meu namoro, produzirei brigas no meu noivado e colherei separação no meu casamento. Porque casa dividida contra si mesma, não consegue subsistir. Por isso, nos relacionamentos humanos, é sempre importante ficar alerta, para se descobrir as causas das divisões.

Elas são profundas demais? Elas são do tipo que podem ser eliminadas? Casais que vivem em constante divisão ou não descobriram afinidades ou, o que é mais sério, não possuem afinidades. Lembremo-nos do argumento da casa dividida.


por Pr. Olavo Feijó





terça-feira, 9 de junho de 2015

A solução para sua insônia

Uma observação pessoal: talvez a solução para sua insônia não esteja em remédios, visitas a médicos ou terapeutas. Pode ser que a hora da sua insônia seja um tempo em que Deus deseja falar com você.

Sei que muitos sofrem de uma ou mais das inúmeras causas físicas ou emocionais que podem causar insônia. Mas em certas ocasiões não há razão para ela; você simplesmente não consegue dormir. Essa é uma hora ideal para se ocupar com o seu Criador; abra o livro, o Seu livro, e perceba que Ele salvou a sua vida. 

Você escapou de uma eternidade perdida e sem Deus para a presença na mansão real. Que honra foi dada a Ele que lhe salvou? Ele fez com que nossas Bíblias fossem escritas para que pudéssemos entender Suas intenções. Em suas páginas você encontrará uma declaração de amor: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Você já ofereceu uma resposta a essa oferta? Se ainda não, faça-o hoje.


                   trecho do texto de Arno Froese em "A Rainha Ester"




sábado, 6 de junho de 2015

Preciosa natureza do amor de Deus por nós



É nos momentos mais negros da vida que nos lembramos de nossa grande necessidade de Deus. Nos bons tempos, os homens podem desenvolver uma profunda fé em Deus e gratidão por suas bênçãos, mas é nos tempos difíceis que uma tal fé se torna nosso muito necessário conforto e aliado. Somente quando os homens são postos face a face com sua natureza frágil e desamparada é que eles se tornam verdadeiramente conscientes da magnificente força de Deus e da preciosa natureza de seu amor por nós.

Cada um de nós enfrenta momentos de provação ou aflição, quando não há ninguém a quem possamos nos voltar, a não ser Deus. O salmista se lamentava: "As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite", e "Sinto abatida dentro de mim a minha alma; lembro-me, portanto, de ti . . ." (Salmo 42:3,6). Davi chorou: "Não me recuses, nem me desampares, ó Deus da minha salvação. Porque se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá" (Salmo 27:9-10). De novo, Davi escreve: "em ti medito, durante a vigília da noite. Porque tu me tens sido auxílio" (Salmo 63:6-7).

Tais gritos pela assistência de Deus são com confiança, sabendo que Deus cuida de nós e agirá em nosso favor: "Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu" (Salmo 42:5).

                                        trecho do texto de Rod Amonett




sexta-feira, 5 de junho de 2015

Eterna consolação

...Enviou-me... para pregar boas-novas aos... quebrantados de coração... a consolar todos os que choram." Isaías 61.1-2

Este "consolar todos os que choram" é o alvo final de Jesus. Vou tentar ilustrar a qualidade da consolação que somente Jesus pode dar. Suponhamos que você perca a pessoa que lhe é mais querida neste mundo. E agora pergunto aos enlutados entre os meus leitores: o que a consolação dos seus amigos, vizinhos e parentes lhes trouxe de fato? 

Sejamos realistas: nem coroas de flores nem buquês podem impedir a realidade da morte. Elas não podem anular a última despedida. As condolências mais calorosas e mais íntimas não podem afastar de você o doloroso vazio e a solidão que você sente com a perda da pessoa amada. Mesmo tendo muitas pessoas compartilhando do seu sofrimento, talvez você já tenha pensado como Jó: "Como, pois, me consolais em vão?"

Mas, neste ponto, vem Jesus Cristo, que nos diz – diante da crueldade da morte: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá." Enquanto Ele consola, Ele age poderosa e soberanamente. Ele é a ressurreição e a vida em pessoa, e por isso a morte não pode subsistir diante dEle.

                 por Wim Malgo




terça-feira, 2 de junho de 2015

Não se aparte das Sagradas Escrituras!

2 Crônicas 34:15 - E Hilquias disse a Safã, o escrivão: Achei o livro da lei na casa do SENHOR. E Hilquias deu o livro a Safã. 

Nestes dias tão tenebrosos para a Igreja brasileira, é necessário um retorno a mensagem das Sagradas Escrituras. A única maneira de nos livrarmos do engano religioso que tem cegado e destruído a fé bíblica é taparmos os ouvidos aos modismos que nos são apresentados a cada dia pelos animadores de palco religiosos, e voltarmos a acreditar na simplicidade do evangelho que nos foi revelado pelo Senhor.

Eu acredito que Deus levantará um rebanho no meio da Igreja brasileira que não aceitará mais o engano religioso. Que repudiará a autoridade papal que alguns líderes tem exercido sobre o rebanho do Senhor. E esta reforma será produzida pela maneira como Deus tem restaurado seu povo ao longo dos séculos: pela redescoberta da Palavra de Deus.

Se você quiser permanecer no caminho de Deus, não se aparte das Sagradas Escrituras!

                           Pastor Sérgio Fernandes






segunda-feira, 1 de junho de 2015

A mocidade precisa saber disso.

O mundo hoje é melhor devido à influência da Bíblia. Mesmo os próprios inimigos da Bíblia admitem que nenhum livro em toda história da humanidade teve tamanha influência para o bem. Eles reconhecem o seu efeito sadio na civilização. Milhões de pessoas, antes de conhecerem, amarem e obedecerem a esse Livro, eram escravos do pecado, dos vícios, da idolatria, do medo, das superstições, da feitiçaria. Eram mundanas, vaidosas, iracundas, desconfiadas etc. Mas, depois que abraçaram esse Livro, foram por ele transformadas em criaturas salvas, alegres, libertas, felizes, santificadas. Abandonaram todo o mal em que antes viviam e tornaram-se boas pessoas para a família, para a sociedade e para a pátria.   


Não há outro livro com o poder de influenciar e transformar beneficamente, não só indivíduos, mas regiões e nações inteiras, conduzindo-os a Deus.

Disse o grande comentador devocional da Bíblia, doutor. F. B. Meyer: “O melhor argumento em favor da Bíblia é o caráter que ela forma”.

[...]

Quanto à educação, não há filosofia educacional segura se não for alicerçada sobre os ensinos fundamentais da Bíblia. A educação moderna reconhece que a formação do caráter é a suprema finalidade de seu trabalho, mas isso não irá longe, a menos que se reconheça que a única base do verdadeiro caráter é a Bíblia. Fé na Bíblia é a maior força de qualquer moço ou moça na prossecução da vida e da carreira educacional. A mocidade precisa saber disso. A tragédia é que, professores aos milhares em todo o mundo, saturados e narcotizados por falsa dialética e filosofia vil, desencaminham os jovens, desde a mais tenra idade.

A Bíblia é o livro mais maravilhoso do mundo e seus ensinos tão simples, e ao mesmo tempo profundos, servirão de guia para uma vida mais feliz e mais bem sucedida, sendo sempre a base segura e única para encontrarmos o nosso Criador na eternidade.

                                                 trecho do texto de: Pr Antonio Gilberto