Se agrada a Ti Senhor, que seja feito!

Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua. — Lucas 22.42

Algumas pessoas têm vontades perversas facilmente identificáveis porque não toleram oposição. Outras têm um outro tipo de vontade que parece ser boa, mas é maligna e pode ser reconhecida por seu fruto – impaciência. Se uma vontade verdadeiramente boa for obstruída, diz: “Ó Deus, eu pensei que o que eu queria fosse bom. Se não deve acontecer, estou satisfeito. Que a tua vontade seja feita”. Onde há conflito e impaciência não há nada bom – não importa quão bom possa parecer.

Além desses dois tipos de vontades malignas, há ainda uma vontade boa que Deus não quer que realizemos. Essa é a vontade de Davi quando quis construir um templo para Deus. Deus o louvou por isso, porém não permitiu que acontecesse (2Sm 7.2-29). Esse tipo de vontade é, também, o que Cristo teve no Jardim do Getsêmani. Apesar de boa, sua vontade precisou ser deixada de lado (Lc 22.42). Assim, se você quiser salvar o mundo inteiro, ressuscitar os mortos, enviar a si mesmo e a outros para o céu e realizar milagres, precisa, primeiro, procurar a vontade de Deus e submeter a sua própria vontade à dele. Você deve orar: “Querido Deus, isso ou aquilo me parece bom. Se agrada a ti, que seja feito. Se não, que permaneça sem acontecer”.

Frequentemente Deus quebra uma boa vontade para que uma vontade falsa, maligna, não penetre furtivamente, parecendo ser boa. Ele o faz para que aprendamos que mesmo que nossa vontade seja muito boa, ainda é imensuravelmente inferior à dele. Assim, nossa vontade boa inferior deve dar preferência à vontade infinitamente boa de Deus.

>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.



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