Que tal você abrir o coração para a alegria de Deus?

Lucas 1:28 - E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.

Hoje há muita confusão sobre o que é ser alegre e o que é ser feliz. Alegria é um estado de satisfação e quietude interior no qual você se sente bem independente das circunstâncias. Felicidade é aquilo que você sente quando algo de bom acontece com você.

Quando o anjo Gabriel encontrou Maria, a mensagem que ele trazia da parte de Deus era clara: “alegre-se”. O Senhor quer nos proporcionar momentos de felicidade? Sim! Mas Ele objetiva algo maior do que isso, que é nos tornar pessoas alegres. Deus está mais interessado no duradouro do que no passageiro.

A alegria de Deus nasce no coração quando Ele nos presenteia com um propósito. Maria recebeu o dela, eu recebi o meu. Que tal você abrir o coração para a alegria de Deus?


                         Pastor Sérgio Fernandes



DEFESA FORMIDÁVEL contra os assaltos espirituais


Um soldado da infantaria romana nunca ia à batalha sem seu escudo. Geralmente ele era grande e retangular, com uma leve curvatura nos lados para a proteção corporal.

As Escrituras nos contam que Satanás atira constantemente “dardos inflamados” na forma de muitas tentações. 

O propósito principal de embraçar “sempre o escudo da fé” é apagar os seus dardos (Ef 6.16). 

Um escudo romano também servia para encaixar-se com outros escudos, para criar uma eficiente “formação tartaruga” na batalha. 

A junção de escudos da fé com outros crentes cria uma defesa formidável contra os assaltos espirituais (Sl 37.40).


                                                                       por Peter Colón




Ao encontrarmos o Senhor, encontramos tudo!

"Buscai o Senhor enquanto se pode achar." (Isaías 55.6)

Perguntemo-nos hoje por que devemos buscar o Senhor. Depois da sua exortação "Buscai-me" em Isaías 45.19, logo em seguida Ele nos dá a resposta a essa pergunta:"...eu, o Senhor, falo a verdade, e proclamo o que é direito." Conheço muito bem a terrível tentação satânica que quer nos incitar à constante atividade. 

Muitos fatores contribuem para que sejamos prisioneiros do trabalho e não cheguemos ao ponto de buscar o Senhor de todo o coração. Pode até acontecer que, enquanto oramos, de repente nos damos conta de que estamos pensando em outras coisas. O Senhor adverte: "Ouvi-me atentamente." 

Quando O buscamos de coração sincero, não encontramos necessariamente o que para nós é de suma importância no momento, ou seja, o atendimento das nossas orações, pois para o Senhor isso não tem prioridade. 

O importante é que nos acheguemos ao Senhor. E, ao encontrarmos o Senhor, encontramos tudo! 

Assim teremos encontrado a resposta aos nossos anseios. Quando O encontramos, possivelmente nossos problemas, perguntas e dificuldades ainda não estarão solucionados, mas estaremos interiormente libertos dos problemas e conseguiremos nos distanciar das dificuldades. Quando O encontramos, Ele age em nossa vida. O Senhor nos diz: "...o que me acha acha a vida."

 ______________________ por Wim Malgo




Basta Falar Com A Rocha

Números 20:12 - E o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado. 

A água é um elemento essencial, para a expressão natural da vida. Sua importância é multiplicada quando sua ausência ocorre em um deserto e tem que aplacar a raiva e a reação daqueles que constituem oposição à liderança de um povo. Foi neste contexto que Moisés, após ouvir a ordem do Senhor de “falar à rocha” para obter água, dramatizou o momento e “feriu a rocha duas vezes com a sua vara” (Números 20:12).

Quando vivemos situações de frustração e irritabilidade, parece que fazer alguma coisa desabafa mais do que, apenas, expressar uma fala ou um discurso. Aparentemente, foi o que acometeu Moisés. A narrativa do Êxodo descreve o drama pessoal de um extraordinário líder que, pelo fato de ter aceitado a convocação de Jeová para libertar seus conterrâneos, sofreu toda sorte de oposição e reação. Dá para entender sua reação agressiva quando, ordenado pelo Senhor para obter água de uma rocha, simplesmente dando-lhe uma ordem verbal, decidiu ferir a pedra com seu cajado. E não somente uma vez, mas duas vezes seguidas.

A lição que podemos receber deste episódio é que o Senhor, quando nos dá uma missão, quer que levemos a sério também os métodos que Ele nos ensina. O desrespeito às logísticas divinas vem corrompendo igrejas e movimentos evangélicos, na atualidade. O que o Senhor exige de nós, quando nos dá uma missão, não é que discutamos a superioridade técnica de ferir uma rocha. O que Ele exige de nós é, humildemente, a atitude de “falar à rocha”. Não importa nossos conhecimentos de geologia. O que importa é obedecer ao Criador das rochas.

autor: Pr. Olavo Feijó

(grifo meu)



As palavras mostram o que está dentro do coração humano

Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade (Tiago 3:5-6).

Na época da estiagem na qual ocorrem incêndios florestais, Bombeiros e guardas florestais estão sempre alerta a qualquer sinal de fumaça. Incêndios catastróficos envolvendo a destruição de grandes áreas, a morte de muitos animais, e até de pessoas, geralmente começam com algo simples como a ponta de um cigarro.

Isso não é uma coisa nova. Tiago usa isso como exemplo de um tipo diferente de “fogo”: nossa língua.

E sobre esse assunto, ele tem muito a dizer, e que merece ser ouvido. O homem já domou grandes e fortes animais, porém jamais controlou a própria língua. Nem mesmo o mais inteligente dos homens é capaz de evitar pecar com a língua. As palavras ferem tanto quanto o fio de uma faca.

Há pessoas que nunca feriram ninguém fisicamente, mas que devastaram outros com suas palavras. E isso mostra o que está dentro do coração humano. Tiago também faz outra comparação: ele diz que da mesma fonte não pode jorrar água doce e amarga.

Portanto, só evitaremos que nossos pensamentos se tornem ações, purificando a fonte do qual eles procedem, ou seja, nosso coração.

Insultos e fofocas são pecados que temos de colocar em ordem com o ofendido. E, além disso, sabendo que o santo Deus vê tudo, isso deveria nos levar a confessarmos completa e incondicionalmente tais coisas a Ele.

Como você tem usado a sua língua? Não se esqueça que um incêndio pode se tornar incontrolável e matar a pessoa que o causou. Muitos têm sido destruídos pelo mau uso das palavras. “A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto” (Provérbios 18:21).

fonte: Devocional 'EncontreaPaz'




POVO TEIMOSO

Jeremias pregou ao povo rebelde de Judá nos VI e VII séculos a.C. A nação estava em declínio e cairia em poucos anos ao Império Babilônico. Deus enviara diversos avisos – mensagens proféticas, calamidades naturais, guerras, etc., mas o povo teimoso não mudou. O Senhor trouxe os assírios, um dos povos mais cruéis de toda a História, para castigar Israel, os irmãos do povo de Judá. Mesmo quando o sofrimento chegou perto, o povo vivia negando a realidade. Ao invés de acordar e enxergar o seu próprio estado espiritual, “Negaram ao SENHOR e disseram: Não é ele; e: Nenhum mal nos sobrevirá; não veremos espada nem fome” (Jeremias 5:12).

Muitas pessoas vivem num mundo de ilusão. Apesar das abundantes provas diárias de sua própria mortalidade, vivem como se fossem eternas, sem nenhuma preocupação com a vida espiritual. Ouvem de tragédias na vida dos outros e ainda se enganam: “Nenhum mal nos sobrevirá”.

Nações inteiras vivem sem nenhuma preocupação com a ira de Deus. Governos incentivam a imoralidade, a violência e a matança de inocentes, e acham que a sua segurança é garantida por sua força econômica ou militar.“Nenhum mal nos sobrevirá.” Como se enganam!

Mas o mal veio sobre o povo de Judá. Em uma série de castigos divinos, Jerusalém foi destruída, muitos morreram e outros foram levados ao cativeiro na Babilônia. A nação de Judá nunca mais ganhou a sua glória ou a sua força anterior.

Mesmo se for permitido sair ileso das calamidades nesta vida, jamais deve esquecer que “aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hebreus 9:27).

–por Dennis Allan
 
 
 

FÉ, o FIRME FUNDAMENTO!


Uma das definições muito práticas da fé é a que o Autor de Hebreus nos apresenta: “A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem” (Hebreus 11:1).

Tomé continua tendo seguidores, ainda nos dias de hoje. Há muitos, entre nós, que continuam acreditando só nas coisas que vêem e que tocam. Esta postura tem como base a completa confiança no tato e nos olhos. Apesar das evidências da psicologia e da fisiologia dos órgãos sensoriais, que demonstram quão ilusórios são nossa visão e nosso tato.

Nossa realidade é o resultado dos valores pessoais, que constroem nossa percepção. Consequentemente, se nossas convicções nos dizem que não há milagres, nossas convicções nos dizem que não há milagres, nossa atitude oficial será sempre a de procurar explicações naturais para o sobrenatural. 

O autor da carta aos Hebreus nos ensina que o problema todo é uma questão de fé. De fé no Senhor, na Sua soberania, no Seu amor, na Sua justiça. Quando aceitamos estes valores, não precisamos ver as coisas que se não vêem. Pela fé intuímos e experimentamos a realidade das coisas de Deus. E, quanto mais nós as vivemos, mais as realidades divinas passam a ser nossas realidades. A fé, por isso, é a prova das coisas que se não vêem.


 por Pr. Olavo Feijó

(foto da internet)



Deus fornece o "salva-vidas"

Quando o salmista clamou ao Senhor, o Senhor o ouviu e o libertou. “Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama” (Salmo 40:2). É claro que isso é linguagem figurada. No entanto é óbvio demais para errar. O Senhor ainda livra as pessoas do poço horrível e do tremedal de lama do pecado. É claro que a maneira que é feito é diferente da maneira de Deus para seu povo sob a Lei de Moisés. Entretanto, é Deus, rico em misericórdia, que salva (João 3:16). Mas como Deus salva o homem? 

Ele opera de uma maneira misteriosa e indefinida, impossível de ser vista ou entendida? Não! 

Ele salva o homem dos seus pecados lhe fornecendo o salva-vidas — o evangelho de Jesus Cristo seu Filho. “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego” (Romanos 1:16). Enquanto é o Senhor que liberta o homem dos seus pecados, o homem que quer a libertação precisa fazer algumas coisas. 

Ele precisa ouvir e crer no que tem no evangelho, pois esta mensagem salva (Hebreus 11:6). 
Ele tem de se arrepender dos seus pecados (Atos 17:30). 
Ele precisa confessar sua fé em Cristo como Filho de Deus (Romanos 10:9-10). 
Ele tem de ser batizado para remissão dos seus pecados (Marcos 16:16; Atos 2:38; Atos 22:16). 

Quando o homem faz isso, ele ainda é um servo inútil. Ele ainda tem de depender do Senhor para libertá-lo dos pecados. Ele não pode fazer sozinho. Mas isso não quer dizer que não precisa fazer o que Deus manda. 

                                                        por Curtis E. Flatt 



Êxtase provocado pela beleza e pela harmonia da criação!

“E põe sobre as águas dos céus as vigas dos seus aposentos. Faz das nuvens a sua carruagem e cavalga nas asas do vento” (Sl 104.3).

O Salmo 104 é uma página muito bonita e muito prazerosa das Sagradas Escrituras. Começa e termina com o autoapelo: “Bendiga o Senhor a minha alma!” (Sl 104.1, 35). Entre um apelo e outro, ao longo dos 35 versículos, estão as justificativas desse bendizer do Senhor.

O poema é o resultado de uma contemplação ampla e detalhada, inocente e romântica, agradecida e laudatória. É uma repetição do que já foi dito várias vezes: “Os céus declaram a glória de Deus” (Sl 19.1), “Os céus proclamam a sua justiça” (Sl 50.6) e “Os céus louvam as tuas maravilhas, Senhor” (Sl 89.5). É uma volta ao êxtase provocado pela beleza e pela harmonia da criação: “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: Que é o homem, para que com ele te importes?” (Sl 8.3-4).

No Salmo 104, o poeta não se esquece de nada. Ele menciona os céus, o sol, a lua, as nuvens, as águas, os montes, os vales, o mar, as árvores, as nascentes, os penhascos, os animais do chão, as aves do céu, os peixes do mar, o pasto, o gado, o vinho, o azeite, o pão, o nascer do sol, o entardecer, o canto das aves e até mesmo as vigas e os fundamentos sobre os quais os céus e a terra estão firmados. 

É tudo uma beleza. É tudo uma perfeição. É tudo uma harmonia. 
Deus fez das nuvens a sua carruagem, cuja tração está na força do vento (Sl 104.3).

Todos os seres viventes -- na superfície sólida, na superfície gasosa e na superfície líquida -- recolhem da mão aberta de Deus e saciam-se de coisas boas (Sl 104.27-28). Ano após ano, geração após geração.

Sem contemplação não se vê a face de Deus, não se ouve a voz de Deus, não se sente o perfume de Deus, não se percebe a glória de Deus!

____________ de Revista Ultimato/ed345

A MORTE REALMENTE ACABA COM TUDO?


Certo homem disse a um pregador: "Não acredito em uma palavra do que você prega".

"Então me diga no que você acredita" ? respondeu o pregador.

"Eu creio que com a morte tudo acaba."

"Ah, eu também" ? respondeu o cristão. "A morte acaba com tudo o que fazemos aqui. Ela coloca um ponto final na possibilidade de agirmos perversamente; ela torna inúteis todos os nossos planos e ideias. Nossas amizades acabam. As ambições acabam. A morte tira tudo isso de nós. Então todos os que resistiram a Deus durante a vida aqui irão para a eterna condenação.

E continuou: "Para mim, a morte irá acabar com todas as minhas preocupações, problemas e dificuldades. Sem mais lágrimas ou dores. A morte acabará com tudo isso, e eu irei para o meu Senhor na glória, onde a eterna alegria e a paz esperam por mim."

A conversa se prolongou e o homem que no início estava tão reticente quis saber mais acerca do Deus daquele homem que lhe dava tanta confiança diante do maior terror dos humanos.

A esperança do genuíno cristão é esta: "se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor"(Romanos 14:8).

________________ (de Boa Semente 2015)





Dom para servir

Todos nós, cristãos, somos membros de um corpo (1 Coríntios 12:12-31). Não temos que fazer o mesmo serviço, mas cada um de nós tem que funcionar de acordo com a habilidade que Deus lhe deu. Pedro diz isso assim:

"Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração. Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém" (1 Pedro 4:9-11).

Cada um recebeu um dom. Cada um deve usar seu dom para servir os outros. Devemos trabalhar para desenvolver nossos talentos. Temos que usar nossa habilidade habitualmente. Temos que praticar em falar com outras pessoas sobre Jesus. Ouçam a palavra de Paulo a Timóteo:

"Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes" (1 Timóteo 4:15-16).

Assim, precisamos ver o que podemos fazer, e fazê-lo.

_____ por "estudosbiblicos"





Sim! Vontade de Deus nas orações

Precisamos ter certeza de que as nossas orações estão em linha com a vontade de Deus. "E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito" (1 João 5:14-15).


Orar de acordo com a vontade de Deus é em sua essência orar de acordo com o que Ele quer, e podemos ver a vontade revelada de Deus através das Escrituras. E se não sabemos o que orar, Paulo recorda-nos que, como filhos de Deus, podemos confiar no Espírito Santo para interceder por nós, pois "segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos" (Romanos 8:27). E uma vez que o Espírito de Deus conhece a mente de Deus, a oração do Espírito Santo está sempre em sintonia com a vontade do Pai.

fonte: gotquestions



Dinâmica divina

Você se sente fraco e estressado? Então a promessa a seguir se aplica a você, que é vaso frágil: "Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós" (2 Co 4.7). E esta fonte de poder Deus coloca à disposição de Seus filhos, para que possamos cumprir nossas tarefas e obrigações à Sua maneira. Fique ligado à videira como o ramo, e você viverá e trará frutos!

"Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?" (Lc 11.13). O Senhor quer lhe dar Sua plenitude: "Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado"(Mt 13.12).

A festa de Pentecostes nos recorda da grande fonte de poder: "...mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas..." (At 1.8a). Deus não precisa de pessoas poderosas, mas de pessoas que vivem no poder que reside na dinâmica divina:

"Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos."

                          ________________ por Burkhard Vetsch ___________



COMO ÁRVORE NO INVERNO

Nos países em que o inverno é caracterizado por temperaturas baixas, a vegetação atravessa um período de descanso antes da acelerada reativação do crescimento primaveril. É uma época de tranqüila preparação para enfrentar as exigências de uma nova etapa de desenvolvimento. As células cansadas são reconstruídas e os tecidos desgastados, renovados; tudo isso aguardando pelo impetuoso despertar da primavera.

O mesmo princípio se aplica à vida do cristão no plano espiritual, mental e emocional. Muitos cristãos pensam que para ser eficaz é necessário estar sempre em atividade. Quase sempre Deus se vê obrigado a nos impor um tempo de descanso forçado. Uma doença, problemas inesperados, circunstâncias difíceis caem sobre nós como neve. Então nos vemos obrigados a cessar todas as atividades.
 
Por que isso está acontecendo comigo? Qual é o objetivo de tanto sofrimento? Por que não posso continuar trabalhando para Deus? Esses são pensamentos que nos fazemos com freqüência. A resposta nem sempre será conhecida. É aqui onde entra em cena a obediência, o amor e a fé. “Como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jeremias 18:6).

de 'chamada/apaz'

 

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O Senhor não desistiu de Pedro

Aconselho que cuide bem do rebanho que Deus lhes deu e façam isso de boa vontade, como Deus quer, e não de má vontade. (1Pe 5.2)

Pedro tinha na mente duas lembranças impossíveis de esquecer. A primeira era muito desagradável e deprimente – a lembrança daquele galo madrugador que cantou logo depois da sua tríplice negação de Cristo no terreiro da casa de Caifás (Mt 26.74).

A segunda era agradabilíssima e animadora – a lembrança do verbo pastorear, que Jesus usou três vezes na cerimônia de sua restauração realizada à beira-mar numa bela manhã (Jo 21.15-18). Apesar do vergonhoso fracasso, o Senhor não desistiu de Pedro e ordenou que ele pastorasse as suas ovelhas (de Jesus).

Muitos anos depois, perto de seu martírio, no final do reinado de Nero (54-68), Pedro usa o saudoso verbo pastorear para se dirigir aos “anciãos” da Ásia menor: “Pastoreiem o rebanho [de ovelhas] de Deus que está aos seus cuidados” (1Pe 5.2, NVI).

Não se trata de uma ordem fria, formal ou legalista. Pedro entra em pormenores válidos tanto na época como hoje. Pastoreiem não por obrigação, não por constrangimento, não por imposição, não por alguma recompensa em vista. Mas de livre e espontânea vontade, de bom grado, por devoção, pelo desejo de servir e agradar a Deus.



Já naquele tempo, o apóstolo afastou a ideia de ganância financeira, de lucro sórdido, de uma tabela de salários cada vez mais gordos de acordo com o número de conversões ou de batizados, a criminosa ideia da franquia (sistema pelo qual uma igreja detentora de um título concede seu nome e seu prestígio para um obreiro começar o mesmo trabalho em outra rua, outro bairro, outra cidade ou outro país).

Além do mais, os pastores aos quais Pedro se dirige não devem se considerar donos do rebanho, pequenos deuses, mandachuvas e dominadores. Então, quando o Grande Pastor aparecer de repente, eles receberão “a coroa gloriosa, que nunca perde seu brilho” (1Pe 5.3-4)

– Se não fosse pelo verbo pastorear, Pedro passaria a sofrer de “galofobia”?

de: "Refeições Diárias com os Discípulos" -  Editora Ultimato.