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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Os Corações que Nada Sentem

“Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Apocalipse 3:15-16)

A condição mais desesperada do coração humano é aquela na qual não sentimos nada, nem a respeito de Deus. Se nós absolutamente não pudéssemos sentir mais nada, estaríamos além de qualquer esperança.

A linguagem mais forte nas Escrituras é reservada para os fracos de coração, aqueles que simplesmente não ligam para Deus, por bem ou por mal. Por este motivo é triste observar que o nosso mundo é um mundo que está se tornando cinzas. A vida moderna é quase totalmente definida pela indiferença e tédio que nos anulam. 

Enfeitados da maneira que somos, a maioria das doenças sociais mais agudas são sintomas de um vazio crônico do coração. Nós nos tornamos, como T.S. Eliot disse, “homens vazios”. E este vazio, o nada que vem do cansaço do mundo, é assustador em sua implicações. Jamais estamos mais próximos do inferno do que quando os nossos corações não sentem...nada.

Muitas vezes pensamos no coração “endurecido” como um que é raivoso e desafia a todos pela vontade própria. Mas o coração mais duro de todos é aquele que não sente mais nada, nem o ódio. Deus nos deu corações que foram feitos para responder. Quando não fizerem mais isto, quando os sentimentos naturais de amor e gratidão não são sentidos nem pelos atos de Deus, estamos em grave perigo. É bom sermos alertados a respeito daqueles que são “sem afeição natural” (Romanos 1:31) e aqueles que estão “insensíveis” (Efésios 4:19). Estes termos podem parecer extremos, porém é assim que todos nós estamos nos direcionando se não deixarmos os nossos corações respondermos a Deus da maneira que deveriam.

Uma das frases mais memoráveis na Bíblia se encontra em Hebreus 4:15. Aí diz que Cristo, como o nosso Sumo Sacerdote, pode “compadecer-se das nossas fraquezas”. Este é um pensamento incrível. Jesus Cristo se compadece das nossas fraquezas e se aproxima de nós com amor. Mas o que nós sentimos? Em direção de quem nós nos movemos? Experimentamos a nossa fé como algo que pode se acreditar intelectualmente e sentir emocional-mente? Se os nossos corações não sentem nada, “já é hora de vos despertardes do sono” (Romanos 13:11). É mais tarde do que pensamos.



No mundo é chamado de tolerância, mas no inferno é chamado de desespero....
O pecado que acredita em nada, interfere em nada, goza de nada,
Odeia nada, acha propósito em nada, vive por nada,
E permanece vivo porque não há nada para o qual morreria.(Dorothy Sayers)


–por Gary Henry

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