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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Os bombeiros de Judas

Salvem os outros, tirando-os do fogo. (Jd 23)

Um ancião não deve ser tratado como uma criança nem a criança deve ser tratada como um adulto. Ponho a criança no berço e o ancião numa cadeira de rodas. Aqueles que têm dúvidas devem ser tratados de um jeito. As pessoas que estão sendo chamuscadas pelo fogo devem ser tratadas de outro jeito. Os pecadores que persistem no pecado devem ser tratados de outra maneira ainda. Uma estratégia diferente para cada pessoa diferente e para cada problema diferente. Essa é a orientação de Judas.

Quanto aos que estão se queimando no fogo, tenho que fazer sem perda de tempo o papel de um bombeiro: antes de apagar o fogo (o que talvez eu não consiga), eu os tiro do fogo.

É bem provável que Judas tenha retirado essa imagem do Antigo Testamento. Para ilustrar a graça de Deus, o profeta Amós, mais de setecentos anos antes, disse que os sobreviventes dos juízos de Deus pareciam “um galho que no último momento é tirado do fogo” (Am 4.11).

Os crentes aos quais Judas escreve deveriam salvar seus irmãos em crise, em pecado, em perigo ou a caminho do juízo, retirando-os dessas situações trágicas. Estes correm mais riscos do que os que tinham dúvidas. Talvez tenham sido mais influenciados pelos lobos vorazes do que os primeiros: os outros estavam hesitando e estes já não hesitam mais, porém estão debandando ou já debandaram para o lado daqueles bajuladores, dos quais Judas se queixa amargamente.

Pode ser que houvesse um quarto grupo com o qual deveriam lidar. Ou, então, que eram pessoas do mesmo terceiro grupo em situação bem mais grave. A esses os “bombeiros” deveriam mostrar misericórdia, mas tomar todo cuidado para não se queimarem, odiando o que eles faziam e até as roupas íntimas deles “manchadas pelos seus desejos pecaminosos” (v. 23).

— Que Deus me ajude a arrebatar do fogo os que estão se queimando sem me queimar!


de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.



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