Sabedoria no Novo Ano

No final de um ano e no limiar de um novo ano você certamente também já se admirou e disse: "O quê? Já chegamos novamente ao fim do ano?"

Quando isso acontece, somos lembrados de como a vida humana é passageira, como o Salmo 90.9 diz tão bem: "...acabam-se os nossos anos como um breve pensamento".

A nossa vida passa "como um suspiro" ou "como um sopro". Quanto mais velhos ficamos, mais rápidos parecem transcorrer os anos, pois cada um deles torna-se uma parcela sempre menor de nossa vida.

E isso volta a nos lembrar que nossa vida é limitada, que o tempo que passamos sobre a terra tem um fim. Foi isso que levou Moisés a suplicar ao Senhor: "Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio" (Sl 90.12).


___________trecho do texto de Fredi Winkler



Jesus Cristo renovou minha vida!






No novo ano tudo vai ser diferente?



"No novo ano tudo vai ser diferente! Vou deixar meus maus hábitos!" Você também tomou resoluções desse tipo, usando a mudança de ano como data para uma virada em sua vida?

A cada novo ano, muitas pessoas tomam resoluções radicais para suas vidas. A mudança de ano vem acompanhada de uma certa aura de transformação, levando-nos a crer que nessa data será mais fácil romper com maus hábitos e superar fraquezas de caráter.

O que sobra de todos esses bons propósitos? 

O que resta das decisões tomadas em datas aparentemente significativas? Talvez alguns se lembrem que no dia 9/9/99 foram realizados muitos casamentos em diversas partes do mundo. E agora certamente os primeiros desses matrimônios já estão desfeitos. Harmonia rompida e promessas de fidelidade não cumpridas levaram ao fracasso.

Pedro garantiu certa vez a seu Mestre: "Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei" (Mt 26.35) – mas ele falhou vergonhosamente. Será que o comportamento desse discípulo não espelha nossos próprios propósitos vãos? 

Será que também nós não falhamos repetidamente? Paulo escreve: "Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço" (Rm 7.19). Muitos de nós procuram desculpar e minimizar suas falhas, dizendo: "Paulo também era assim..." Mas ele, nessa passagem, procura apenas demonstrar a luta entre o bem e o mal dentro de cada um de nós. Em outras passagens fica muito claro que ele estava empenhado com todas as suas forças em viver uma vida vitoriosa. Paulo prosseguia em direção ao objetivo, em direção a Cristo: "...prossigo para o alvo..." (Fp 3.14).

No caso de Daniel, a chave para sua vida vitoriosa estava muito bem definida. Ele também chegou ao ponto em que tomou uma resolução: "Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia" (Dn 1.8). Daniel conseguiu colocar sua resolução em prática porque, mesmo sob ameaça de morte, em nenhuma circunstância deixou de orar três vezes por dia ao seu Deus: "três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer" (Dn 6.10b).

Esse hábito era algo natural para ele. Mas é justamente nesse ponto que todos os nossos bons propósitos falham. Estamos dispostos, temos o firme propósito de deixar de lado maus hábitos e velhos defeitos. Dizemos a nós mesmos: "A partir de 1º de janeiro vai ser para valer!" Mas falharemos vergonhosamente mais uma vez se apenas deixarmos os maus costumes de lado, sem nos habituarmos a levar uma vida realmente voltada para Deus.

Como está nossa relação com Deus? 

Tornou-se hábito para nós ler Sua Palavra, orar e servi-lO? Acerca de Jesus está escrito: "E, saindo, foi, como de costume, para o monte das Oliveiras; e os discípulos o acompanharam. Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse: Orai, para que não entreis em tentação" (Lc 22.39-40). É nesse sentido que desejo a todos um ano muito abençoado, um ano em que nossos hábitos e costumes nos levem para mais perto de nosso Senhor e Mestre. "Orai, para que não entreis em tentação!"

autoria:  Peter Malgo



E a vida continua...

Essa idéia bíblica e ocultista que haverá um fim do mundo nos leva a um formidável paradoxo: Alguns ficam consolados, outros aterrorizados.

É mister que ambos sentimentos existam, pois o próprio Jesus disse que naquele dia do grande julgamento final os terráqueos terão dois destinos eternos:

“E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna” (Mateus 25:46).

Agora, gostaria também de deixar alguns conselhos para os que sobreviverem à sexta-feira 21/12/12 e, claro, acordarem na manhã seguinte de sábado:

Agradeçam a Deus por estarem vivos e peçam Sua bênção para enfrentarem mais um dia. Até mesmo eu espero estar vivo, depois dos carões do meu cardiologista.
Continuem sem acreditar naqueles profetas que marcam o dia do nosso tão esperado fim do mundo.

Não esqueçam de ir às compras, pois faltam poucos dias para o Natal... (esta observação, naturalmente, é irônica).

O que importa mesmo é mantermos viva a bendita esperança da volta de Cristo, baseada nas firmes promessas bíblicas e não em calendários e cálculos sem credibilidade.

Aleluia! Maranata, ora vem Senhor Jesus! 


Agradeçam a Deus por estarem vivos e peçam Sua bênção para enfrentarem mais um dia

por Dr.Samuel Fernandes  Magalhães Costa



Conversação entre Isabel e Maria





Lucas 1:39-56
Desejosa de compartilhar a maravilhosa mensagem com Isabel, aquela acerca de quem o anjo lhe acaba de falar, Maria vai a casa desta sua parente. 

Que conversação deve ter havido entre estas duas mulheres! É uma ilustração de Malaquias 3:16: "Então os que temiam ao Senhor falavam uns aos outros..." 

O que as ocupa é a glória de Deus, o cumprimento de Suas promessas, as bênçãos oferecidas à fé. Temos tais temas de conversação quando nos encontramos com outros filhos de Deus?

"Bem-aventurada a que creu..." exclama Isabel, e Maria responde: "O meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador..." (v. 47). Isso é o suficiente para demonstrar que Maria não foi salva de outra maneira que pela fé. Sendo uma pecadora, tinha necessidade, como todos os homens, do Salvador que ia nascer dela. 

Ela acrescenta: "Porque contemplou na humildade da sua serva" (v. 48). Apesar da excepcional honra que Deus lhe concede, Maria permanece diante d'Ele na posição que compete a ela: a de humildade. O que ela pensaria, então, da idolatria da qual se tornou objeto, na cristandade de hoje em dia?

Observemos a semelhança que há do lindo canto de Maria com o de Ana em 1 Samuel 2:1-10. Ambas falam de como Deus "exaltou os humildes... e despediu vazios os ricos". Deus despede vazios somente os que estão cheios de si mesmos.

de 'Guia Devocional'

Natal,


ENCONTRO INUSITADO


E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva   
(Lucas 7:12).

O luto envolveu uma casa na cidade de Naim. Um jovem, filho único de uma viúva, havia morrido e estava prestes a ser enterrado. O grande número de acompanhantes do cortejo indicava que todos tinham plena consciência da tragédia que se abateu sobre aquela mulher. Da mesma maneira, isso acontece diariamente em todas as cidades. De tão comum, já nem nos importamos com tais fatos, estamos endurecidos.

A maioria das pessoas reprime o máximo possível pensamentos sobre a morte. Outros, pelo contrário, tentam explicar a morte sempre como um processo natural, do qual nada se tem a temer. Contudo, seja como for, a morte suscita medo, intenso sofrimento e incômodo.

Há quase dois mil anos, algo extraordinário aconteceu em Naim. O Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, e, portanto, Senhor sobre a morte e a vida, se aproximou do cortejo fúnebre. Ali a vida e a morte se encontraram. E o Senhor não passou por aquelas pessoas e simplesmente seguiu Seu caminho. Ele ressuscitou o jovem. Um milagre que somente Ele poderia realizar.

Hoje em dia, Jesus Cristo não está mais neste mundo em forma corpórea. 

Mas em um sentido diferente, espiritual, Ele ainda realiza o mesmo milagre. Por meio de Sua morte na cruz do Calvário, Cristo “aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho” aos que crêem nEle (2 Timóteo 1:10). 

Quem crê nesse Evangelho, agarrando-se à morte sacrificial de Cristo, recebe vida nova, eterna, e já não teme a morte, pois morrer é o passo final que conduz à glória eterna.

de 'Boa Semente 2011'


Apoio e Segurança na Família

No temor do SENHOR há firme confiança e ele será um refúgio para seus filhos. Provérbios 14:26 


Salomão experimentou, na própria pele, o que significa viver em comunhão com o Senhor e o que significa afastar-se de Deus. Foi então, com conhecimento de causa que ele escreveu: “No temor do Senhor o homem encontra um forte apoio e também segurança para sua família” (Provérbios 14:26).

Há duas coisas que estão faltando na família de hoje: apoio e segurança. Pais se sentem desorientados. Filhos se sentem largados à sua própria sorte. Conseqüentemente, cada membro da família anda agarrando às suas próprias futilidades. A família atual está desunida e infeliz.

A sugestão do Autor de Provérbios é o “temor do Senhor” – o respeito ao Senhor, o amor ao Senhor, a comunhão com o Senhor. 


Pais e mães devem olhar para si mesmos e para o drama que virou sua família – a obediência à Bíblia e ao Senhor da Bíblia constituem o mais firme apoio para a construção da família funcional e feliz. E, quando isso acontece, quando o temor do Senhor capacita os pais, a família experimenta apoio visível e sensível. 

Filhos que vivem em famílias apoiadas no Senhor sabem o que é viver em segurança. Segurança profunda, o mesmo no meio da doença, do desemprego, das perseguições. Decidamos, como Josué: “eu e minha família seguiremos ao Senhor”.


______________ autor Pr. Olavo Feijó



A Beleza dos Cabelos Brancos



Provérbios 20:29 -  A glória do jovem é a sua força; e a beleza dos velhos são as cãs. 


Qual é a melhor maneira de envelhecer? De que devem os idosos se orgulhar? O autor do livro de Provérbios responde: “O ornato dos jovens é a sua força e a beleza dos idosos são seus cabelos brancos” (Provérbios 20:29).


A experiência das pessoas maduras ensina que, quando reduzimos a complexidade da vida a apenas um ou dois sinais, a tendência será levar a vida de um modo super simplificado. Certas pessoas são facialmente bonitas – mas elas não deveriam ser reduzidas a um “rosto bonito”. Por outro lado, sempre causa estranheza encontrar uma pessoa de idade avançada que só se preocupe com seus músculos e se orgulhe disso.


Ao fazer um contraste entre os jovens e os idosos, o sábio autor de Provérbios pretende chamar nossa atenção para o equilíbrio natural das coisas. Nos jovens, os músculos devem ser interpretados como boa saúde. Nos idosos, os cabelos brancos deveriam ser uma pista segura quanto à maturidade de uma pessoa. 


Daí o termo “beleza”, usado na afirmação. Pessoas responsáveis, equilibradas, que não gostam de ficar prisioneiras das modas, aceitam os sinais naturais da idade, sem medos desnecessários, sem dissimulação. Viver com aceitação construtiva da própria idade é sempre uma coisa bonita de se ver.

Pr. Olavo Feijó




Se somos cristãos, a explicação das coisas profundas em nossa vida se encontra em Cristo. “Eu sou Jesus”.

Atos dos Apóstolos 9:5 - E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. 


No caminho de Damasco, um clarão cega os olhos de Saulo de Tarso. E uma voz poderosa identifica o seu nome: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” - Atônito, Saulo pergunta: “Quem és Senhor?” – Disse o Senhor: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues” (Atos 9:5).

Quando passam por experiências impactantes, as pessoas naturalmente procuram alguma explicação: “foi muito azar”, “foi o destino”, “foi a pressão social”, “foi minha infância”. A necessidade de algo que justifique é tão grande que, mesmo sem muita lógica, estórias sem pé nem cabeça recebem a categoria de explicação oficial.

A Bíblia é muito clara. Quando perguntada, ela responde e assume. 

Para a Bíblia, “Jesus é tudo, em todos”. Por isso, não é de estranhar a resposta de Mestre à pergunta de Saulo. Ao dizer “Eu sou Jesus”, o Senhor não perde tempo com discussões teológicas. Saulo sabia muito bem que Jesus tinha sido crucificado. Mesmo assim, a resposta foi simples: ”Eu sou Jesus”. 

Por isso, mesmo hoje em dia, se perguntarmos ao Senhor a razão de nossas experiências impactantes, a resposta será a mesma. Se somos cristãos, a explicação das coisas profundas em nossa vida se encontra em Cristo. “Eu sou Jesus”.

por  Pr. Olavo Feijó



O Árbitro

“Porque ele não é homem, como eu, a quem eu responda, vindo juntamente a juízo. Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos” (Jó 9:32-33).

Este abismo entre Deus e o homem existia até a chegada de Jesus Cristo. Aí havia um árbitro. O Verbo estava com Deus no princípio mas tornou-se carne e habitou entre os homens (João 1:1-3,14). 

Esse era aquele cujo nome devia ser Jesus porque ele iria salvar seu povo dos seus pecados (Mateus 1:21). Em Filipenses 2:5-8 Paulo dá uma descrição distinta de Cristo estar com Deus e depois encontrar-se de certo modo como um homem, se humilhando e tornando-se obediente até a morte, até a morte de cruz.

Aqui estava o árbitro perfeito. Aqui estava aquele que podia colocar as mãos em Deus e no homem. 

Ele podia ser tocado com os sentimentos das fraquezas dos homens, pois ele foi tentado em todos os pontos como um homem, porém sem pecado (Hebreus 4:15). 

Ele podia satisfazer tanto as necessidades de Deus quanto dos homens. É através de Cristo que Deus pode ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus (Romanos 3:26). 

A justiça exigia que o pecado fosse castigado. Como isso poderia ser feito e o homem ser justificado aos olhos de Deus? Deus não podia passar por cima do pecado e o homem não podia tornar-se justo aos olhos de Deus. 

Ele carregou nossos pecados na cruz (Hebreus 9:28; 1 Pedro 2:24). 
Ele sofreu por nós (1 Pedro 2:21). 
Ele morreu pelos nossos pecados (1 Coríntios 15:3; Romanos 5:6,8);
Ele deu a si mesmo por mim (nós) (Gálatas 2:20) e
aqueles que estavam longes foram aproximados pelo sangue de Cristo (Efésios 2:13).

O pecador alienado tem um árbitro, alguém que está entre ele e Deus, que pode satisfazer as necessidade de ambos pela sua morte e pelo derramamento de seu sangue. Assim, ele abriu o caminho para a salvação do pecador e para Deus ao mesmo tempo ser justo enquanto justifica o pecador. Ele também é o árbitro entre o pecador justificado, o cristão, e seu Deus.

Ele é o
nosso grande sumo sacerdote (Hebreus 4:14),
nosso mediador (1 Timóteo 2:5) e
nosso advogado (1 João 2:1). 

Ele é o único mediador. Não há nenhum outro (1 Timóteo 2:5).
Ele também é nosso intercessor. Nos dias do profeta Isaías não havia um intercessor (Isaías 59:16), mas Deus prometeu que Deus viria a Sião (versículo 20).

 No Novo Testamento lemos: “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25). 

Árbitro, mediador, advogado, intercessor — Jesus Cristo é tudo isso. Ele “morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus” (1 Pedro 3:18).

trecho do texto de Dick Poplin


O Espírito Santo fala hoje

Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos  (Lucas 19:42).
Certos pássaros migratórios mantidos em cativeiro se tornam irrequietos assim que o outono começa. Sabem por instinto que é tempo de voar para climas mais quentes. 

Eles se agitam na gaiola e, se a porta estivesse aberta, voariam para lugares ensolarados.

Mas como permanecem fechadas, sua inquietação desaparece assim que o período migratório acaba. Eles não mais demonstram inclinação para voarem, mesmo se as portas da gaiola fossem abertas.

Há momentos em que o Espírito Santo age poderosamente em nossa alma e espírito. Sentimos o desejo de escaparmos da escravidão do pecado, de quebrar as cadeias das paixões mundanas, e encontrar segurança e aconchego nos braços amorosos do Senhor Jesus Cristo. 

Mas se o amor pelo mundo, o temor do homem, ou o prazer fugaz do pecado forem mais fortes que o desejo por salvação e libertação, os esforços da bondade de Deus que nos levam ao arrependimento (Romanos 2:4) cessam, e a oportunidade se perde para sempre. A voz do Espírito Santo, que adverte e incentiva, se cala, todo o anseio por salvação some, e voltamos à velha rotina. E qual será o fim disso?

Quem ouvir a voz do Espírito Santo falando hoje é chamado para segui-Lo hoje, para que o Senhor Jesus não tenha de chorar sobre você e dizer: “Pois não conheceste o tempo da tua visitação” (Lucas 19:44). “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações” (Hebreus 3:15).

de Boa Semente



IMPERCEPTÍVEL

E, levantando-se ela a colher, Boaz deu ordem aos seus moços, dizendo: Até entre as gavelas deixai-a colher, e não a censureis. E deixai cair alguns punhados, e deixai-os ficar, para que os colha, e não a repreendais (Rute 2:15-16).


Como Boaz foi sábio, gentil e discreto. Ele não disse aos seus servos para darem a Rute o que precisava de uma vez só – isso teria poupado trabalho para eles e para ela. Boaz sabia que as coisas que nos esforçamos para obter são mais preciosas para nós que as que recebemos de presente. 

O Senhor também sabe disso. Ele não nos dá sabedoria sem busca ou de maneira leviana. Não, Ele começa nos dando um princípio ou exemplo relacionado a um fato ou pessoa. 

Então nos mostra outro aspecto totalmente diferente do mesmo fato. Aprendemos assim a entender Sua Palavra e verdade por meio da busca e estudo diligente. 

Apenas os que verdadeiramente valorizam a verdade e investem tempo e esforço para entender os pensamentos de Deus serão recompensados acima de toda a imaginação.

O mesmo se aplica ao nosso serviço. O Senhor não nos deixa encontrar esses punhados quando e onde nem temos expectativa? E, em troca, não nos tem comissionado para deixá-los para outros? 

Se os irmãos que ministram pensarem também nos novos convertidos e nos fracos, o ministério deles manifestará isso. Por estarem familiarizados com as necessidades, deixarão cair punhados aqui e ali, seguindo o exemplo de Boaz.

Este mandou que os grãos fossem largados onde Rute pudesse pegá-los. Nem a pessoa que recolheria os grãos nem os demais deveriam perceber que os punhados tinham um destinatário específico. 

A ministração não deve ser pessoal, nem chamar atenção para uma determinada pessoa. Sermões “por encomenda” geralmente causam o efeito contrário ao pretendido.

Boa Semente


IRMÃOS e as múltiplas evidências do amor.

Filemom 13-25
Onésimo significa "útil". Outrora um escravo inútil, de agora em diante ele merecia seu nome (v. 11). Mais que isso, ele se havia tornado um amado e fiel irmão (v. 16; Colossenses 4:9). 
Nenhum nome é mais precioso que o de irmão, e ele convém tanto ao amo como ao escravo cristão (final do v. 7; v. 20). 

Paulo, por sua parte, não se valia de nenhum outro título que os de "velho" e "prisioneiro de Cristo Jesus" (v. 9). 

Se ele tivesse pensado só em si mesmo, não se teria privado dos serviços de Onésimo. Mas desejava que fosse dada a oportunidade (1) a Onésimo de dar testemunho na casa na qual se tinha conduzido mal noutros tempos; (2) a Filemom de comprovar por si mesmo os frutos desta conversão e de confirmar o amor "para com ele" (2 Coríntios 2:8).

Esta história de Onésimo, em certo sentido, é a nossa própria história. Éramos como escravos rebeldes que seguíamos o caminho de nossa própria vontade, mas fomos achados e reconduzidos ao nosso Senhor, não mais para ser colocados sob servidão, mas com os que Ele chama de Seus irmãos amados (compare Filemom 16 e João 15:15). Paulo é aqui a imagem do Senhor, pagando a nossa dívida e intercedendo por nós (vv. 17-19).

Que esta epístola nos ensine a introduzir em nossa vida diária o cristianismo prático: o esquecimento de nós mesmos, a delicadeza, a humildade, a graça... resumindo, todas as múltiplas evidências do amor.

dfonte: Guia Devocional "Conheça Jesus"
http://www.ajesus.com.br/todo_dia_com_jesus/novotestamento


As boas obras, para o Senhor

Tito 3:1-15

Nossa conduta para com as autoridades e para com todos os homens deve ser, necessariamente, um contraste com o que "outrora éramos" antes de nossa conversão. 


Esta lembrança de nosso triste estado de outrora é apropriada para que manifestemos "toda cortesia, para com todos os homens" (v. 2; Filipenses 4:5). Longe de nos posicionar acima deles, podemos convidá-los, por nosso próprio exemplo, a aproveitar a mesma graça que nos regenerou.

Esta epístola menciona seis vezes as boas obras (Tito 1:16; 2:7 e 14; 3:1, 8 e 14). 

Sob o pretexto de que elas não têm nenhum valor para a salvação (v. 5), corremos o risco de subestimar sua importância e somos envergonhados pelas obras de outros cristãos menos instruídos em outros pontos da doutrina. Pelo contrário, precisamos ser "solícitos na prática de boas obras" (v. 8), com dupla finalidade:

em primeiro lugar, a fim de que elas sejam proveitosas aos homens (v. 8); 
e por último, a fim de não nos tornarmos "infrutíferos" (v. 14). 

O Senhor se compraz em produzir este fruto na vida dos Seus. É Ele quem também aprecia o valor deste fruto. Uma obra só é boa feita para Ele. Se Maria tivesse vendido o seu perfume para proveito dos pobres, teria feito uma boa obra aos olhos do mundo, mas, ao derramá-lo aos pés do Senhor, ela soube fazer uma boa obra para com Ele (Mateus 26:10).

do Guia Devocional



Cristãos, as Cartas de Cristo





A disposição para perdoar

E, quando estiverdes orando, se tendes alguma cousa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas." Marcos 11.25

Um sinal característico dos cristãos dos tempos finais é a sua falta de disposição para perdoar. Se não perdoamos de todo o coração as pessoas que têm algo contra nós, o Senhor fechará o céu para nós. Devemos estar conscientes de que a medida com que medimos os outros também é usada em relação a nós:

"...perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores."

Não faz sentido orar por avivamento se não estamos dispostos a chegar ao âmago da questão. Somente quando chegamos à presença do Senhor vivo, Ele se revelará a nós, derramará Seu Espírito e dará avivamento. Devemos nos expor completamente à santidade do Senhor, caso contrário nos tornaremos mornos, e nossas reuniões de oração se transformarão em apenas um "clube de oração".

Nosso Senhor procura hoje em dia pessoas que – como os discípulos – estejam cheias do Espírito Santo, limpas e sinceras, firmes na fé e reconciliadas umas com as outras. Então oraremos, e o Senhor responderá, como está escrito em Isaías 58.9:

"...então clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás por socorro, e ele dirá: Eis-me aqui." Eis o caminho para o avivamento. Estamos dispostos a segui-lo?

por Wim Malgo


Advento: O tempo da preparação

Nestes dias de Advento, antes do Natal, muitas coisas ainda precisam ser preparadas. Por toda parte há muito para se fazer e terminar. De maneira geral, as semanas do Advento deveriam ser dias de meditação e reflexão. Mas acontece justamente o contrário.
 

Realmente é impressionante a intensa atividade antes do Natal.

Não me refiro somente aos esforços deste mundo com as muitas decorações natalinas, cheias de brilho e de luz, para vender o máximo possível. Mas observe por um momento o seu próprio lar e o seu local de trabalho. O que você vai encontrar ali?

Inusitada atividade, muito trabalho e muitas coisas que ainda precisam ser feitas. Por que há tanta agitação nestas semanas antes do Natal, que deveriam ser de calma e reflexão? Porque na noite do dia 24 pretende-se ter tudo pronto e preparado para festejar o Natal com a família, sem mais correrias.

Tudo isso se aplica também ao Advento no Plano de Salvação, no qual nos encontramos hoje. Pois, da mesma maneira como se avalia erradamente o tempo de Advento antes do Natal, muitas vezes também não se avalia corretamente o Advento no Plano de Salvação. 

Muitos pensam que esta época deve ser comemorada em paz, quietude e reflexão. Mas esse período também exige muito trabalho e preparação. É isso que o Advento no Plano de Salvação exige de cada um de nós, filhos de Deus! 

Mas é doloroso perceber que muitos não notam que hoje nos encontramos no último trecho do caminho. Já é tempo de nos darmos conta de que o Advento no Plano de Salvação exige tudo de nós e realmente devemos nos preparar com toda a presteza para a iminente vinda de nosso Senhor Jesus Cristo!

Mas como devemos nos preparar? 

Nesse contexto, pensei num relato em 2 Reis. Ali se fala de uma mulher que sempre convidava o profeta Eliseu para as refeições. Acerca dela lemos em 2 Reis 4.9-10:"Ela disse a seu marido: Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus. Façamos-lhe, pois, em cima, um pequeno quarto, obra de pedreiro, e ponhamos-lhe nele uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; quando ele vier à nossa casa, retirar-se-á para ali."

Esta mulher esperava o profeta Eliseu e preparou-se convenientemente para a sua chegada. Primeiro, junto com seu marido, ela preparou um quarto para ele. Que figura gloriosa do espaço que devemos dar ao Senhor em nossa vida! 

Ele realmente tem recebido tudo o que merece em sua vida? Justamente agora, neste Advento no Plano de Salvação, faz parte dos preparativos mais importantes realmente darmos todo o espaço ao Senhor!

Além disso, essa mulher (com a ajuda do seu marido) colocou uma cama para o profeta no quarto. Com isso ela quis dizer: "Eliseu, não fique apenas uma noite, mas fique sempre conosco!" Você também tem dito sempre a Deus: "Senhor, eu nunca mais quero viver sem Ti. Fica sempre comigo"?

O casal também colocou uma mesa e uma cadeira no quarto. Isso indica: "Eliseu, também trabalhe conosco!" Se você deu ao Senhor todo o espaço que Ele merece, também deveria permitir que Ele trabalhe em seu coração! Você está disposto a isso?

Por fim, a mulher ainda colocou um candeeiro no quarto, o que dá a entender: "Eliseu, fique conosco também quando vem a noite". Justamente hoje – neste Advento no Plano de Salvação – é extremamente necessário reconhecer que este mundo ficou muito escuro. Por isso, peça ao Senhor, insista com Ele, para ficar com você. 

Diga-Lhe como disseram outrora os discípulos de Emaús: "Fica conosco, porque é tarde, e o dia já declina" (Lc 24.29a). Fazendo isso, você estará se preparando para a iminente vinda do Senhor, que lhe diz: "Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor, quando vier, os encontre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá" (Lc 12.37). 

Marcel Malgo



Advento: O tempo da espera

Sabemos muito bem por que nestes dias as crianças vivem numa espera tão ansiosa: por causa dos presentes e doces que receberão. Aliás, essa ansiedade também acontece com muitos adultos.

Mas, seja como for, o fato é que o tempo do Advento é caracterizado pela espera.

Por isso, muitos filhos de Deus também almejam novas bênçãos justamente neste tempo do Advento. Isso é perfeitamente correto, sobretudo porque no tempo do Advento vivemos em direção ao Natal. Almejamos um ponto culminante, e quando ele acontece esperamos um novo fortalecimento para nossa vida espiritual. 

Esperamos que o nascimento de Jesus Cristo, que aconteceu há quase dois mil anos, torne-se tão novo e real para nós que disso resulte um novo proveito interior. Desfrutaremos desse proveito se tivermos a posição correta em relação à festa de Natal. 

Ao mesmo tempo, porém, não precisamos apenas pensar em bênçãos que já recebemos – por exemplo, por ocasião do último Natal –, mas podemos almejar bênçãos ainda maiores e melhores. Pois a verdadeira espera sempre tem relação com o desejo de possuir mais do que se tem no momento. Com toda a certeza, nesta questão também podemos esperar pela fé, com ousadia, por mais do que já temos recebido.

A respeito, vamos lembrar um exemplo de tempos antigos: o rei Amazias de Judá preparou-se para a guerra contra os homens de Seir. Ele passou em revista 300.000 homens escolhidos de Judá (2 Cr 25.5)."Também tomou de Israel a soldo cem mil homens valentes por cem talentos de prata" (v.6). Mas um homem de Deus veio a ele dizendo-lhe que perderia a guerra se não mandasse de volta para casa esses mercenários (v.7-8). 

Amazias estava perfeitamente disposto a mandá-los novamente para casa, mas preocupou-se com os cem talentos de prata já pagos: "Disse Amazias ao homem de Deus: Que se fará, pois, dos cem talentos de prata que dei às tropas de Israel?" (v.9a). A maravilhosa resposta foi: "Muito mais do que isso pode dar-te o Senhor" (v.9b). Em outras palavras: "Amazias, esses cem talentos de prata são valiosos – mas o que é isto para o Senhor?! Ele pode lhe dar muito mais; espere somente nEle."

Da mesma maneira, também podemos viver nessa ansiosa expectativa, principalmente porque podemos esperar novas e maiores bênçãos, olhando para o Filho de Deus, que veio para esta terra há quase dois mil anos.

Mas voltemo-nos novamente para o futuro e perguntemo-nos: o Advento do Plano de Salvação também é caracterizado por expectativas? 

Com certeza. Pois no fim deste tempo do Advento esperamos Jesus Cristo em pessoa. Filipenses 3.20 nos diz de maneira maravilhosa: "Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo". E em Tito 2.13 está escrito:

"Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus." Ou pensemos numa outra grandiosa esperança, da qual fala Pedro: "Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça" (2 Pe 3.13). O Advento no Plano de Salvação é marcado por grandiosas esperanças!

Mas por que, então, vivemos geralmente como se não partilhássemos dessa expectativa maravilhosa, mesmo sabendo que já estamos bem adiantados no Advento do Plano de Salvação? 

Vamos ver isso através dos exemplos de duas pessoas que nos mostram literalmente o que significa viver em atitude de espera no Advento do Plano de Salvação: Simeão e Ana. Ambos moravam em Jerusalém e ali esperavam pela primeira vinda do Messias: "Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele... Movido pelo Espírito, foi ao templo; e, quando os pais trouxeram o menino Jesus... o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo: Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação... Havia uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser... Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações. E, chegando naquela hora, dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém" (Lc 2.25-38).

Essas duas pessoas – antes de terem visto o menino – viviam literalmente no Advento do Plano de Salvação, pois esperavam a primeira vinda do Senhor, como nós esperamos pela Sua segunda vinda. Por isso, justamente elas são o melhor exemplo para nós no que se refere à questão do que é a esperança do Advento no Plano de Salvação.

Para responder a essa pergunta, só precisamos destacar duas características dessas duas pessoas. Do velho Simeão lemos: "...homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel" (v.25a), e da profetisa Ana: "...Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações" (v.37). 

A força dessas duas pessoas consistia delas não apenas esperarem pelo Senhor, mas de cultivarem, cuidarem e alimentarem sua expectativa. Por isso, o seu anseio pelo Senhor era ardente e genuíno. 

Simeão não somente esperava pela "consolação de Israel", pois ao mesmo tempo ele era "justo e piedoso." Dessa maneira ele alimentava a sua espera. A profetisa Ana "...não deixava o templo, mas adorava a Deus... dia e noite." Assim ela cuidava da sua espera e a mantinha ardente e viva.

Por que, entretanto, a expectativa de muitos ainda é tão morna, embora também vivam no Advento do Plano de Salvação? A razão está no fato de não alimentarem esse anseio em seu íntimo. Por isso, o fogo da espera quase se apaga, quase se extingue, porque não se alimenta essa chama. Assim, não é de admirar que quase não se sinta mais nada a respeito.

Portanto, será que não está na hora de começar a alimentar e avivar a espera em seu coração, para que ela passe a ser novamente ardente?

Talvez você até precisa ir para a UTI espiritual, ou seja, começar a ocupar-se com Jesus de uma maneira totalmente nova e, talvez pela primeira vez, a pensar em Sua iminente volta. Comece desde já! Pois somente assim o seu anseio no Advento do Plano de Salvação se renovará, ficará forte e cheio de expectativa. 

Somente assim você se tornará um cristão ansioso pela volta do Senhor, porque nutrirá grandes esperanças por esse glorioso dia. Afaste seus olhos de todas as coisas temporais, de tudo aquilo que nos cerca aqui, porque a glória que nos espera na Eternidade não pode ser comparada com nada neste mundo. Pois então se cumprirá integralmente o que o homem de Deus disse a Amazias: "Muito mais do que isso pode dar-te o Senhor." Mas a escolha é sua. 

Você pode avivar essa espera até à paixão ardente, se começar a alimentá-la e cultivá-la. Portanto, ocupe-se muito, ocupe-se intensamente com Jesus e com Sua palavra, com Sua iminente volta – e você verá que um grande anseio se acenderá em seu coração!

Marcel Malgo



Advento: O tempo da alegria antecipada


Naturalmente o tempo da alegria antecipada no Advento tem diferentes aspectos. Mas para nós, filhos de Deus, trata-se em primeiro lugar da grande alegria – do nascimento de Jesus! 

Realmente temos razão para nos alegrar, pois está escrito no livro do profeta Isaías, onde é prometido o Príncipe da Paz: "O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz. Tens multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram-se eles diante de ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos" (Is 9.2-3). 


Certamente está claro para cada um de nós, como filhos de Deus, que o Natal é a festa da alegria e justamente por isso podemos nos alegrar de todo o coração no tempo do Advento.

Se o tempo do Advento que se repete a cada ano já nos enche com tanta alegria por nos recordarmos da primeira vinda de nosso Senhor, o Advento do Plano de Salvação – o tempo de expectativa pela Sua segunda vinda – não deveria nos encher de muito mais alegria? 

Vivemos hoje num momento avançado do Advento do Plano de Salvação, e esperamos que a volta do Senhor não demore. Será que nos alegramos com isso? 

Nossos corações exultam tanto em relação à iminente segunda vinda de nosso Salvador como em relação à próxima festa do Natal? 


Se não for assim, somos semelhantes a pessoas das quais Paulo diz em 1 Coríntios 15.19: "Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens."

Certamente a vida com Cristo aqui na terra pode proporcionar muitas vezes um antegosto do céu, mas está longe de ser o próprio céu. O melhor ainda está por vir! E deveríamos finalmente começar a nos alegrar de todo o coração com isso!

Por que, afinal, alegramos-nos tão pouco pelo céu? 


Porque pouco ou nada nos ocupamos com ele. Quando alguma coisa nos interessa e nos envolvemos com ela, por exemplo, com um hobby especial, essa ocupação nos satisfaz. Exatamente o mesmo acontece com o céu. Se neste tempo do Advento do Plano de Salvação, no qual vivemos agora, nos ocupássemos mais com o céu, a nossa alegria antecipada também seria muito maior!

O Senhor Jesus disse: "Porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração" (Lc 12.34). Com isso Ele quer nos dizer que essas duas coisas não podem ser separadas. 

Onde está o nosso coração, ali também estão as coisas com que mais nos ocupamos; e onde estiverem essas coisas, também estará sempre o nosso coração. Portanto, ocupe-se intensamente com aquilo que ainda virá. Direcione o seu coração intensivamente para o céu, pois então ele se tornará um tesouro para você!

 Isso lhe dará a verdadeira alegria antecipada, que é tão importante neste tempo de Advento do Plano de Salvação. Por isso: "Alegrai-vos no Senhor, e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração" (Sl 32.11) – pois nosso Senhor virá em breve!


por Marcel Malgo

O tempo de Advento [significado]



"O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz."



A palavra "advento" significa literalmente "vinda, chegada". O período do Advento abrange os quatro últimos domingos antes do Natal, que dão início ao chamado ano litúrgico. Ele sempre começa no Primeiro Domingo do Advento e se estende até o fim de novembro do próximo ano. Naturalmente trata-se apenas de uma tradição eclesiástica. Além disso, sabemos que o nascimento de Jesus não ocorreu no dia 25 de dezembro. Na verdade, a comemoração do Natal passou a ser algo rotineiro, destituído do verdadeiro significado, e é cada vez mais comercial.

Quando o ano está chegando ao fim, começa o tempo de expectativa para a comemoração da primeira vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 

Mas não devemos esquecer que também quanto ao Plano de Salvação encontramo-nos no tempo do Advento, atualmente mais do que nunca! Estamos hoje no período em que rumamos claramente em direção ao dia da segunda vinda do Senhor. Bem-aventurados aqueles que vivem conscientemente também neste tempo de Advento do Plano de Salvação, pois o Senhor diz deles: "Bem-aventurados aqueles servos a quem o Senhor, quando vier, os encontre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá" (Lc 12.37). Que palavras grandiosas!

Afinal, o que faz com que o tempo de Advento seja tão especial? Há nele três coisas importantes:

– o tempo da alegria antecipada
– o tempo da espera
– o tempo da preparação

[continua]

por Marcel Malgo





É maravilhoso, o presente da adoção

É maravilhoso não ter mais de encarar a Deus como juiz; recebê-lO ou tê-lO como Pai é insuperável.

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai! O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus; e, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8.15-17).

É maravilhoso não ter mais de encarar a Deus como juiz; recebê-lO ou tê-lO como Pai é insuperável. 

Lemos freqüentemente a respeito de celebridades que adotam crianças do Terceiro Mundo. Muitos o fazem por amor ao próximo, por terem os meios financeiros, mas certamente há entre eles também os que querem apenas se manter no noticiário e melhorar a sua imagem. Deus o faz porque realmente ama você!

É quase incompreensível, mas verdadeiro: como filhos e herdeiros de Deus, os pecadores salvos estão mais próximos de Deus do que os próprios anjos. Na verdade, os anjos anseiam por contemplar a salvação, o Evangelho da redenção dos filhos de Deus (1 Pe 1.12). Os anjos são espíritos ministradores a serviço dos filhos de Deus (Hb 1.14).


por Norbert Lieth




Deus nos dá certificado de indulto

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que era impossível à lei, visto que se achava fraca pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne condenou o pecado” (Rm 8.1-3).

Deus nos dá um certificado de indulto! 

A carne não consegue cumprir a lei. A fraqueza da nossa vida e do nosso corpo nos torna incapazes de viver de forma a nos tornarmos justos diante de Deus. Somos, por natureza, condenados à perdição e caminhamos em direção a ela.

Todo indivíduo possui o medo inato de um dia estar diante de Deus para ser condenado. Por isso, uns tentam eliminá-lO, outros tentam apagá-lO de seus pensamentos, esquecê-lO para não lembrar dEle – algo que ninguém até hoje conseguiu e que ninguém nunca conseguirá fazer.

Há um caminho melhor: podemos receber agora a absolvição e a garantia de que não precisaremos comparecer diante do trono de juízo de Deus. Nosso Advogado, o Senhor Jesus Cristo, providenciou isto. Ele penetra na sua prisão e lhe entrega o certificado do indulto completo.

Nosso corpo nos leva ao fracasso pela transgressão da lei de Deus, mas a transgressão fracassou no corpo de Jesus Cristo (Rm 6.6; 1 Pe 2.24)! Como o pecado foi condenado em Seu corpo santo e justo, o pecador crente em Jesus Cristo não está mais condenado e perdido.

por Norbert Lieth